Fractal

Um poema surrealista de Paulo Bittencourt O pensamento como quebra-cabeças de vidro estilhaçado que me corta a cada movimento de peças e cujo encaixe é ilimitado para extrair dos meus dedos o pouco de sangue que lhes resta. Dar ao oceano a medida certa de urina para salgar-lhe o sexo reptício das areias submarinas cristalizar [...]

O Palácio de Cristal

Um conto de Paulo Bittencourt Os portões do Palácio de Cristal estavam intactos, mesmo seus arredores estando completamente arruinados. Apesar de os escombros dificultarem a chegada até os arcos metálicos que circundavam a entrada, o fenômeno era misterioso de uma maneira tal que se me apresentava irresistível em seu convite. Com um pouco de esforço [...]

O Túmulo de Eros

Trilhar um caminho que consiga fazer encontrarem-se pensamento e escrita. Essa é a função a que me dedico quando me ponho, vez ou outra, frente a essa atividade. Sair de um emaranhado fragmentado e incompreensível de ideias e sensações amalgamadas para a organização funcional da comunicação. Não, não se pode restringir o estado bruto do [...]

Latência

Uma crônica de Paulo Bittencourt Venho apenas dizer-te da carta por escrever – Marta Chaves Desperto. E à luz do primeiro raio de sol que penetra através da janela recobro a consciência que estivera por alguns instantes suspensa em universo onírico. Conforto, serenidade? Não. Desespero, ansiedade? Ainda não. Latência. Estado não manifesto do meio; inatividade [...]